Façamos de nossas vidas um palco onde nem sempre o protagonista tem o papel principal, onde os casais não se amam com todo fervor, e que vez por outra um sorriso idiota aperece no canto dos lábios. Sim, valho-me aqui da vida cotidiana, vista de seu aspecto mais sombrio: o da realidade. Existir, coexistir com a sua própria existência é às vezes desesperador. O ato de ser, a vivência de ser o mesmo ser sempre, limitado pelos limites do seu corpo, dá a vida um caráter de cárcere, onde seus atos são prisioneiros de suas próprias escolhas. Livre, mesmo não havendo escolhas é o que nos faz livres. Não é angustiante o "ser livre", e sim o porque das escolhas que nos fazem livres. O resultado dessa equação na verdade é uma incógnita. Não sabemos o porque de fazermos certas escolhas, somente sentimos suas conseqüências e sofremos, padecemos sem entender o porque e como isso ocorre. Talvez o que nos faça ainda existir seja o desejo de tentar, e de que tudo seja diferente.
postado pelo Mendigo de Baquetas às 12:12 AM
A conclusão a qual chego me vendo sozinho diante de mim mesmo é que sempre procurei virtudes em outros olhos. Não obstante, a analogia que se tem a isso é a decepção. Projetar-se sobre a figura de alguém é extremamente angustiante, visto que o modelo idealizado na maioria das vezes é assimétrico a sua expectativa. Sendo assim, eu desisto, desisto por mim e por todos. Vencer nem sempre é a solução, mas perder em demasia é um vício perigoso.
Por agora, devem existem novas possibilidades de mudança, só que não consigo enxerga-las. Pode ser cansaço, ou essa inércia pela qual algumas vezes passamos... ou quem sabe, pode ser até saudade.
postado pelo Mendigo de Baquetas às 3:08 AM
Bom, vamos lá...
Eu que quase nunca mostrei nada do que escrevi, agora me sinto nú diante dessa tela... é estranho, ter a possibildade de pessoas que você nem conhece, poderem ler o que escreverei. Espero que não me sinta oprimido por isso! Se bem que, tanta gente escreve livros, tanta gente escreve poemas, e tanta gente escreve bloggers, por que eu não poderia???
postado pelo Mendigo de Baquetas às 9:52 PM